Lição #3

"Careta - Pessoa antiga, fora da moda, antiquada. Aquele que sempre segue os padrões antigos, que não arrisca coisas novas e diferentes."

Das coisas mais caretas que existem na história das relações humanas é o poder a mais opressora delas. Ele tá aí, desde que o homem deixou de se ver como sujeito coletivo, e passou a se tratar como propriedade individual. O poder do homem sobre o homem na história das relações humanas conduziu à divisão das sociedades em classes; a complexificação do coletivo em nichos, "tribos"; ao particionamento dos prazeres em searas secundárias da vida cotidiana; enfim, nos levou a mentir sobe o nosso principal bem: Nossas liberdades.

Mentira é um subproduto da caretice histórica do homem: Basta ver a versão de Hobbes sobre o Contrato Social, e o Estado de Direito. Cedemos nossa liberdade para uma força moral exterior, em troca de um processo civilizatório. A moral do adestramento e a mentira perpassa por isso. Um sujeito só é livre quando ele, por si só, pode decidir sobre seu próprio caminho, sem agentes intermediadores morais, como o Estado, que sempre usou de uma deturpação do conceito original de liberdade, ou seja, de uma mentira para "manter as aparências". Não há coisa mais careta que a mentira, que reina na dinâmica da vida a muito, muito tempo.

Tudo isso pra dizer: Falar na cara e fazer na cara, sempre serão as mais honestas formas de ser em relação ao outro. Pode até doer, mas não é cliché, talvez até seja mainstream. Enfim. É uma flor revolucionária brotando na ação direta da existência. Porque a verdade até dói, mas ela nunca é careta.

É ela que nos faz pensar: E agora? Por onde eu vou? Ao novo, ao diferente?


"Dona de divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas"

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