Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaques

Arrecife

Houve um tempo em que meu corpo foi como um arrecife. A mercê da maré intransigente. De uma corrente sublime, tentadora. Cada poro do meu corpo podia sentir tais intemperes. A temperatura baixava e subia, assim como era o amor. Cheio de pretextos e motivos para sumir no horizonte feito o sol das cinco. Via em suas palavras explosões de plâncton. Sedimentavam sobre mim todos os sais do universo. Uma crosta disforme se formava. Se formava? Bastava ouvir o múrmurio do tempo, o sussurro da brisa, que me quebrava todo feito as ondas que corriam em minha pele. Um arrecife no mar, que de seu estado inanimado pairava a contemplar os saltos que dava-mos da Ponte Velha. No fim das contas, tomar a consciência: Eu quebrei você. Filipe da Silva Oliveira, 29/03/17.

Últimas postagens

Pequeno trecho de uma despedida.

Efemeridades

Ando exposto feito um nervo

Tiros, ratos e baratas

Todas as coisas precisam morrer

Os bichos noturnos saem à noite para caçar...

Flor da Pele/Mar de experimentações

Às Ficções

Tempestade

Antropologia do Eu; Natimortos.